93-image001

Perante diversas opiniões de historiadores e críticos acerca do nome “VARZIM”, que a cidade ostenta desde a fundação da monarquia, a mais certa derivação da palavra , vem de uma pequena várzea , dado que, segundo documentos da época existiria o Lugar da Varzinha, de onde deriva o nome “Póvoa de Varzim”. Foi durante mais de mil anos povoação e segundo Viriato Barbosa , investigador da história local conheceu os seguintes nomes:
– Vila Euracini – 953
– Vila Ueracini – 1033
– Vila Uerazini – 1069
– Vila Ueracin – 1206
– Varazim de Jusão – 1308
– Bajlya da Poboa Noua de Varazim – 1343
– Villa da Povoa de Varzim – 1514
– Cidade da Póvoa de Varzim – 1973

A primeira referência a “Vila Euracini” é de 26 de Março de 953 ( carta de venda de Vila do Conde e Quintela feita por Flamula Deo-Vota ao Mosteiro de Guimarães).
Por foral do Rei D.Dinis de 1308 foi concedida “graça e mercê” aos habitantes do regaengo de “Varazim de Jusão”.
Em 25 de Novembro de 1514 ,foi concedido pelo Rei D.Manuel I um “novo foral”, verdadeira carta de alforria.
A “pequena bailya da poboa noua de Varazim” foi incorporada na Coroa e anexada á Comarca do Porto em 1537.
Em 16 de Julho de 1875 foi criada a Comarca da Póvoa de Varzim.
Foi elevada a cidade em 16 de Junho de 1973.
Os habitantes da Póvoa de Varzim desde sempre se dedicaram à exploração agrícola e marítima, quer arando os “campos de masseira”, adubados com “sargaço” e “pilado”, quer enfrentando corajosamente as ardilosas ondas do mar poveiro.
A partir do século XVIII, por acção do Corregedor Almada, ganhou face de burgo urbano, e tanto cresceu e se valorizou, que se transformou de velho burgo de pescadores , na actual cidade, importante zona de turismo e uma das maiores e mais concorridas praias do nosso país, sendo considerada a mais antiga praia de banhos, pois em acta de sessão camarária de 5 de Junho de 1776 se pode ler “… muita gente que a ela vinha comprar peixe e também aos banhos de mar…”.
Em 1875, contava com cerca de 11 mil habitantes e actualmente o concelho ultrapassa os 60 mil, tem uma área de 87,64 Kms quadrados, e é formado por 12 freguesias.

brasao Beiriz

Beiriz é uma zona da freguesia da Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai, no município da Póvoa de Varzim, Portugal. Paróquia muito antiga, foi também uma antiga freguesia civil com estatuto administrativo entre 1836 e 2013

Beiriz teria tido uma necrópole na época Romana, tendo sido encontrados um cipo votivo ao deus Marte e um pedestal a Cornélio.

Beiriz tem origem numa villa medieval denominada Villa Viarizi, conforme um documento de 1044. É paróquia antiga, já existia no século XI com o título “Sancta Eolalia de Viariz”. A partir do século XVI, a paróquia de Beiriz é classificada como Abadia da Mitra. Os abades saiam do alto clero, da fidalguia bracarense. Um dos últimos é D. António da Fonseca Moniz, Bispo do Porto.

A igreja actual data de 1872 e financiada, em grande parte, por emigrantes no Brasil.

Note-se contudo que Varzim era, desde a fundação do condado portucalense, um vasto território feudal com autonomia administrativa e militar, uma honra de cavaleiros, abarcando todo o território desde a costa aos montes de Laundos e Terroso.

Até 1836 era uma paróquia no termo de Barcelos, entre 1836 e 1853 foi anexada, como freguesia civil, ao concelho de Vila do Conde, passando nessa data para o concelho da Póvoa de Varzim.

Em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, perde o estatuto de freguesia civil e é agregada às freguesias de Argivai e Póvoa de Varzim, passando a fazer parte da União das Freguesias de Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai.

Beiriz é periurbana, que se faz notar pelas suas quintas, nomeadamente a Quinta da Tapada, a Quinta de Beiriz e outras. A freguesia tem 15 localidades e é dominada por casas unifamiliares com um ou dois pisos, desde casario tradicional e casarões a casas unifamiliares de feição suburbana nos lugares próximos à cidade.

Junto à igreja paroquial, a Quinta da Tapada, densamente arborizada, domina a parte central, envolvida por lugares compactos onde vive metade da população, afastada do centro da cidade, em que se destacam Pedreira, Cutéres, Quintã e Igreja. Os lugares de Paredes, Mau Verde e Penela demonstram carácter suburbano, afectados pela proximidade do centro da cidade. Os antigos lugares da Giesteira, Penouces e Arroteia são zonas da cidade da Póvoa de Varzim, constituindo a parte da cidade denominada Giesteira. O pequeno lugar de Calves, na periferia urbana, nota-se pelas villas românticas, o aqueduto de Santa Clara percorrendo os campos e a fábrica de tapetes de Beiriz.

brasao Argivai

Paróquia desde a época medieval, Argivai foi também uma antiga freguesia, teve esse estatuto civil entre 1836 e 1842 e, pela última vez, entre c. 1853 e 2013. É uma das freguesias eclesiásticas da cidade da Póvoa de Varzim, e está dividida em duas partes: Argivai e Gândara.

Paróquia-mãe da Póvoa até ao século XV, a Argivai estão associadas devoções religiosas poveiras (e, por inerência, das como o Senhor dos Milagres, Nossa Senhora do Bom Sucesso e o Dia do Anjo.

O nome da paróquia é de origem germânica e provem de Argivadi; no entanto é popularmente conhecida na Póvoa de Varzim como Anjo. A Argivai está associado o Dia do Anjo quando a população da Póvoa de Varzim se reunia nas bouças de Argivai para um piquenique familiar, visto que parte da população tinha ali origem.

Em 1220, o Rei D. Afonso II tinha em Argivai 22 casais rústicos e um amo do rei, possivelmente um aio de D. Sancho I, filho deste e de D. Maria Pais Ribeira, senhora de Vila do Conde e amante de D. Sancho I, conhecida como Ribeirinha. Em Quintela, havia um bom casal reguengo, que tinha passaro possivelmente um de “paço” no tempo de D. Sancho. Em Quintela, é recente o topónimo do Campo do Paço, casa com privilégios de Couto ou honra. Segundo o Tombo da Casa de Bragança, à casa estavam ligados os Condes de Barcelos e os descendentes de D. Maria Pais.

Outrora a paróquia de Argivai abarcava todo o território de Varzim. Note-se contudo que Varzim era, desde a fundação do condado portucalense, um vasto território feudal com autonomia administrativa e militar, uma honra de cavaleiros, abarcando todo o território desde a costa aos montes de Laundos e Terroso. Nas inquirições de 1220, diz-se que no Reguengo de Varzim, que era pousa do mordomo do Rei, havia 20 casais, que davam ao rei, quando aí vinha, 6 dinheiros por pensão.

Em 1626, a abadessa do mosteiro de Santa Clara em Vila do Conde, D. Maria de Meneses, deu início à construção de um aqueduto que transportaria as águas de uma nascente em Terroso até ao mosteiro. O aqueduto rapidamente se tornou na principal marca paisagística e arquitectónica da freguesia.

Com a autonomia política da Póvoa de Varzim e a permanência da paróquia de Argivai nos domínios de Barcelos, o seu território foi objecto de contenda entre os dois concelhos. Vindo a paróquia de Argivai a perder, novamente, território em 1707, anexado à Póvoa de Varzim. Em 1836, a freguesia  é anexada ao concelho da Póvoa de Varzim. No ano de 1842, a freguesia de Argivai chega mesmo a desaparecer, sendo anexada à freguesia da Póvoa de Varzim. Já pouco antes da nova reforma de 1853, a freguesia já se encontrava recuperada.

Apenas em 2006 com o novo plano de urbanização, a povoação passa a integrar a cidade de forma plena e conhece uma significativa expansão populacional e a instalação de equipamentos comuns para as cidades da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, nomeadamente o pólo da Escola Superior de Estudos Industriais e Gestão, o futuro Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde e o Centro Empresarial Agros.

Em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, perde o estatuto de freguesia civil e é agregada às freguesias de Beiriz e Póvoa de Varzim, passando a fazer parte da União das Freguesias de Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai.

Copyright © 2012 - 2018 Fresoft